[...] Na verdade, o marketing interno deve preceder o marketing externo. Não faz sentido prometer um excelente serviço antes que o quadro da empresa esteja preparado para fornecê-lo. (Administração e Marketing – 10ª Edição / São Paulo 2005 – Pg. 44 – Philip Kotler).
Mais uma vez voltamos nossa atenção para a mudança. Essa palavra que reflete bem nossa realidade atual e moderna. As alterações inesperadas estão sempre nos mostrando que a inquietude é a palavra certa atualmente, não existe certeza nos negócios, a retenção dos clientes está cada dia mais difícil e atingi-los com precisão se tornou mais uma etapa do processo operacional das empresas, já que não adianta mais atrair a atenção do cliente se não houver competência suficiente para mantê-lo comprometido pelo produto ou serviço ofertado.
Muitas são as ferramentas que buscam absorver as necessidades do mercado e transformá-las em objetivos organizacionais. O marketing externo, através de suas ferramentas, indispensavelmente absorve perfeitamente os novos caminhos e os repassa a gestão da organização, mostra as novas demandas e o que a empresa precisa realizar para atingir o mercado. Porém, um foco que inevitavelmente é deixado de lado nas empresas, é o de fazer com que os funcionários e os steakeholder´s compreendam com exatidão os objetivos organizacionais e executem suas atividades alinhadas a esse planejamento, compreender com exatidão e atuar para atingir esse foco é objetivo pretendido.
Antes de oferecer um produto ou serviço ao mercado, a empresa deve ter certeza que a organização está pronta para atingir seus clientes de forma plena e no ponto que propicie percepção de valor adquirido pelo cliente. O valor vai além do preço, é o sentimento de satisfação oferecida pela empresa e percebida pelo cliente no momento, durante e após a compra de um produto ou serviço a disposição no mercado. As organizações compram pesquisas, adquirem produtos e máquinas modernas, mas não observa que o bem insubstituível ainda é a mão de obra, que precisa de atenção tão quanto o marketing externo.
Esse hiato deixado entre o conhecimento do cliente e a oferta ao mercado com eficiência e eficácia, é preenchido por completo pelo marketing interno (Endomarketing), que traduz ao cliente interno sua importância e o caminho a ser trilhado para obter a excelência na oferta ao cliente final. O Endomarketing tem sua base na contratação, treinamento e motivação em parceria com a gestão de pessoas que o impulsiona aos resultados. Sua ferramenta principal é a comunicação interna que alinha o clima e cultura organizacional ao objetivo planejado. Esta deve ser clara e objetiva, respeitando sempre o público interno e suas características, para atingi-lo com plenitude.
O Endomarketing deve ser difundido desde o planejamento estratégico até as práticas operacionais da organização, antes de sua implantação, deve-se fazer um estudo dentro da organização para que seja definida a melhor prática de implantação. Sugere-se a criação de uma equipe multidisciplinar, com participantes de diferentes setores para facilitar sua compreensão e a participação da empresa por inteiro. O Endomarketing traz como conseqüências positivas, além do alinhamento do clima e cultura organizacional com o foco da empresa, criam um ambiente propicio a implantação dos demais programas da organização que fortalecem o negócio.
Por fim, a gestão que pretende manter sua empresa alinhada as mudanças deve está atenta não apenas as necessidades do ambiente externo, mas deve entender que internamente há demandas que também devem ser atendidas, e para isso o Endomarketing se mostra como auxiliar precioso que não pode ser ignorado.
Hugo Araújo
Administrador de Empresas
hugo.tropical@hotmail.com
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