sábado, 8 de agosto de 2009

Fusões Empresariais (Uma tendência que sempre volta)

Reflita um pouco e pense em fusões no mundo dos negócios, tenho certeza que você perceberá que de algum tempo para cá (desde os anos 90), esta palavra vem sendo divulgada com maior incidência nos veículos de comunicação. A crise mundial que perdura desde setembro passado, não foi em nenhum momento suficiente para parar esta tendência, pelo contrário, há situações, que a crise favorece uma fusão entre empresas ou aquisição de uma empresa por outra.

As alternativas para explicar esta tendência são muitas, vários estudos já foram realizados para explicar esta ocorrência. De acordo com alguns estudiosos, esta situação ocorre de tempos em tempos e são classificadas como “ondas de fusões”. Que se apresentam com particularidades que as diferenciam uma das outras o que dificulta uma explicação única para sua formação. O momento mundial favoreceu o surgimento dessa onda e com o advento da globalização, abertura de mercados e a criação de blocos econômicos, fortaleceu esta tendência que se confirma atualmente.

Temos acompanhado as fusões e aquisições que são muitas, Sadia x Perdigão; AMBEV; Itaú x Unibanco; Walmart x Bom Preço; Santander x Real e tantas outras até no mercado local, mas sempre com uma vocação de uma grande adquirindo uma empresa menor ou em dificuldade. E para não deixar o tema em baixa, mais uma fusão foi anunciada no mercado nestes dias, a alemã Wolkswagen comprou a também germânica Porsche. Um negócio estimado em 8 bilhões de Euros e ainda não confirmado em definitivo por seus gestores, mas que ratifica e confirma esta afirmação.

Estas fusões e aquisições, de acordo com o seu porte, alteram o comportamento do mercado em que as empresas atuam. Normalmente acontecem mudanças operacionais e processuais internamente que refletem nas ações externas da empresa em relação a este mercado. De acordo com a legislação vigente, estas ações poderão ser aprovadas ou não, respeitando o tamanho do mercado e a possibilidade de ocorrer monopólio. De certo, temos um cenário que não se modificará tão cedo e se espera novas fusões e aquisições em breve nos noticiários.

As empresas buscam fortalecer suas marcas e absorver novos mercados com esta atuação e até em certos casos, buscam com essa ação um posicionamento estratégico de defesa contra uma possível concorrência. Porém, isso não garante a tranqüilidade, novas demandas dos clientes surgem todos os dias e as empresa Transnacionais sentem mais dificuldades a ajustes customizados. Por exemplo, tenho visto “mercadinhos” de bairros, que continuam vivos após a instalação de uma grande marca de varejo mundial neste mesmo bairro. Ás vezes, a percepção da necessidade do cliente não foi absorvida pelo lojista maior, com maiores recursos e diferencial tecnológico.
A necessidade do consumidor pode ser atingida, neste caso, no atendimento humanizado e pessoal da relação do cliente com o dono do negócio, que será mais difícil em uma cadeia mundial de varejo.

Hugo Araújo
Administrador de Empresas
hugo.tropical@hotmail.com

2 comentários:

  1. Caro colega Hugo, de que forma negativa você vê as fusões empresariais.

    Douglas Carvalho
    Jaboatão dos Guararapes.

    ResponderExcluir
  2. Prezado Douglas,

    Será um prazer fomentar um pouco mais sobre o assunto em questão. Espero deixar meu ponto de vista a mostra, sem deixar de lado as muitas variáveis que sua pergunta pode proporcionar. Segue algumas possibilidades para seguirmos com nossos pensamentos.



    Os resultados de uma fusão nem sempre são os esperados. Para ser mais preciso, por volta de 50% das fusões empresariais trazem desvalorização das empresas (Fonte: Ernst & Young), que focou entre outros pontos, a rentabilidade, lucro e o valor das ações das empresas que foram pesquisadas. Claro que a principal fonte para que o fracasso aconteça, são as falhas na gestão integrada da fusão.

    As fusões podem proporcionar mudanças radicais de acordo com o mercado em que aconteça. As reestruturações para unificação dos processos trazem conseqüências, que vão desde demissões de alguns funcionários do administrativo, até o encerramento de operações da empresa em determinados casos.

    Em alguns casos, há uma imposição cultural forçada pelo crescimento em busca do novo consumidor, de acordo com o produto ou serviço que a empresa produz, mas atualmente existem preocupações na gestão para conciliar a estratégia empresarial e a cultura local, sem afetar os costumes e as particularidades de cada região.

    O monopólio econômico pode trazer grandes preocupações, por isso que as fusões são submetidas a avaliações e aprovações dos governos, que na maioria dos casos criam barreiras para prevenir esta ação.



    Atenciosamente.

    Hugo Araújo

    ResponderExcluir